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Ministro Eurico Monteiro defende nova geração de serviços públicos para uma Administração Pública que se quer efetivamente digital

O Ministro da Modernização do Estado e da Administração Pública, Eurico Monteiro, defendeu uma nova geração de serviços, para uma Administração Pública que se quer cada vez mais célere e digital.

Um modelo que, no fim, representa uma “corte radical com a forma como vínhamos prestando serviços”, apelou o Minsitro, que discursava no encerramento da segunda sessão do Mind7 Cabo Verde – Pensar Digital, Nação Digital, um espaço de reflexão, diálogo e partilha, promovido pelo Ministério da Economia Digital, esta quinta-feira, 05 de fevereiro, no Tech Park, na Praia, para debater o futuro do Estado, da economia e dos empregos digitais em Cabo Verde.

Para alcançar uma verdadeira transformação digital na Administração Pública, “esta transformação que todos queremos”, entende o Ministro, se faz necessário melhorar a nossa governança. “É preciso definirmos com clareza quem é quem e como interagem neste processo transformacional para podermos andar mais depressa. Quem decide e quem executa.”, afirmou, vincando em como as lideranças têm de ser ágeis para resolver questões mais críticas que são “absolutamente normais” num processo desta natureza”.

A aplicação de digitalização dos serviços públicos não apenas amplia o acesso e a eficiência dos mesmos, mas também promove a inclusão e a participação ativa dos cidadãos nos processos administrativos e decisórios, sublinhou Eurico Monteiro, reconhecendo, todavia, que a transversalidade que a transformação digital exige tem na organização vertical da Administração Pública o seu maior desafio, o que atribuiu, em grande medida, àqueles que se assumem contrárias às reformas, socorrendo-se de argumentos como a especialidade e a especificidade do setor para barrá-las .“Se quisermos, não será uma Administração aborrecida, azeda, opaca e vagarosa, mas leve, simples, transparente e célere nesta nova geração de serviços digitais de ponta a ponta, centrada nos cidadãos, avessa à lógica de silos e de sectores, antes unida, sistémica na sua relação com o contexto, pró-ativa e baseada em dados, simples e sem descontinuidades”, avançou.

“Integrar, cortar etapas, suprimir intervenientes, simplificar, desburocratizar e automatizar com recurso às últimas soluções tecnológicas, tais como a inteligência artificial. Hoje é possível automatizar quase tudo e todos temos de preparar para esta mudança”, completou o Ministro, para quem o foco do Governo deve estar nos cidadãos e nas empresas.  “Governo como um todo; declaração única, portal do governo, interoperabilidade, inclusão, segurança e confiança”, afirmou.

Para o Ministro, “todos temos a noção de que a proliferação de portais e sistemas de informação é insustentável”. Neste sentido, a disponibilização de componentes interoperáveis e reutilizáveis através da Infraestrutura Publica Digital, garantirá sustentabilidade no tempo, responsabilidade financeira, escalabilidade e resiliência.

“O país precisa desta transformação digital, que vem acontecendo, é certo, mas que sentimos a necessidade de acelerar, porque neste percurso se não se tiver a velocidade requerida, os passos apressados dos nossos parceiros, se hesitamos e dermos alguns passos sem mudar de lugar, quando chegamos a um ponto, antes julgado alto, já ele é baixo demais pelo que, entretanto, veio a acontecer à nossa volta”, finalizou o Ministro, expectante na implementação do Portal Único dos Serviços Digitais do Estado, para breve.