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“O Governo está decidido a investir para que Cabo Verde seja uma Nação Digital” – Olavo Correia

O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças e da Economia Digital afirmou, esta terça-feira, na cidade da Praia, que Cabo Verde quer ser uma “Nação Digital”, sublinhando que o objetivo do país vai além da simples digitalização de serviços públicos ou privados.

A declaração foi feita por Olavo Correia, na abertura da 3.ª sessão do Mind7 Digital Cabo Verde, realizada no Tech Park Cabo Verde, uma iniciativa do Governo que promove a reflexão sobre a transformação digital e o desenvolvimento de uma nação digital, reunindo especialistas e decisores para debater serviços públicos digitais e oportunidades de emprego em África.

“Não queremos ter serviços públicos ou privados digitalizados ou informatizados. O que queremos é uma Nação Digital”, afirmou o governante, explicando que essa visão implica serviços públicos digitais de ponta a ponta, integrando o Estado central e os municípios, bem como uma forte aposta no comércio eletrónico e numa economia baseada em pagamentos digitais simples, rápidos e seguros.

Para concretizar esta ambição, o ministro destacou a necessidade de investimento em infraestruturas públicas digitais, como identidade digital, assinatura digital, residência digital, interoperabilidade e pagamentos digitais, defendendo que estes são requisitos fundamentais para o funcionamento de uma verdadeira nação digital.

“O que deve circular na economia e no Estado são os dados e não as pessoas”, afirmou, frisando ainda que os cidadãos devem fornecer os seus dados apenas uma única vez e que o Estado deve funcionar numa lógica de interoperabilidade, orientada para a prestação de serviços eficientes.

O Vice-Primeiro-Ministro enfatizou que esta transformação não é apenas tecnológica, mas, sobretudo, uma mudança de mentalidade, centrada no cidadão e nas empresas, apelando a um compromisso coletivo para concretizar esta visão.

Olavo Correia destacou ainda o potencial do digital para criar empregos qualificados e bem remunerados para os jovens, defendendo que Cabo Verde deve apostar na exportação de conhecimento e talento, permitindo que os cabo-verdianos possam trabalhar para o mundo a partir do país.

“O digital vai ser um acelerador, um amplificador e um criador de novas oportunidades”, sublinhou, acrescentando que esta é uma oportunidade para o país ambicionar níveis mais elevados de desenvolvimento na próxima década.

A sessão contou com intervenções de especialistas que partilharam experiências e soluções em áreas estratégicas da transformação digital, com destaque para Benvindo Costa, que abordou a nova geração de serviços digitais e os seus casos de uso. O programa incluiu ainda a intervenção de José Moura e Stephenie Coker Rank, cofundadores da SONA, que refletiram sobre o papel das indústrias criativas, da inteligência artificial e o potencial de criação exponencial de empregos em África, seguindo-se um momento de questões e debate entre os participantes, tendo terminado com a atuação musical do artista Dieg.