
Cabo Verde tomou conhecimento da sua inclusão numa lista de 38 países, a cujos cidadãos, os Estados Unidos da América passam a exigir uma caução de até 15 mil dólares norte-americanos para a obtenção de vistos de turismo e de negócios.
O Governo de Cabo Verde lamenta a medida, que poderá restringir a mobilidade entre os dois países, mas lembra que ela resulta do comportamento dos cabo-verdianos que, na posse de um visto de turismo ou de negócios, acabam por não respeitar as leis americanas sobre a imigração, permanecendo nesse país para além do tempo permitido ou, mesmo, acabando por ficar, ilegalmente, nos Estados Unidos da América, caindo no que se designa de overstay.
Pelos dados disponibilizados no Relatório do Departamento da Homeland Security ao Congresso dos EUA, em relação ao ano de 2024, no tocante aos vistos de turismo e de negócio, Cabo Verde tem uma taxa de overstay de 13,26%, um agravamento em relação a 2023, em que era de 12,41%, números muito maiores que vários outros países.
Tal situação resulta, portanto, de comportamentos individuais que não têm nada a ver com o Governo, tendo o mesmo, apelado, já no ano passado, em diversas ocasiões, seja nos EUA, seja em Cabo Verde, para a responsabilidade dos visitantes cabo-verdianos e daqueles que os acolhem, para evitarem cair ou ajudar na ilegalidade, por permanência para além do tempo permitido por cada tipo de visto.
O Governo de Cabo Verde apela, uma vez mais, aos cabo-verdianos visitantes, para evitarem este tipo de comportamento ilegal, de modo que Cabo Verde, pela diminuição substancial da taxa de overstay possa ser retirado dessa lista de países numa próxima avaliação a ser feita no Relatório da Homeland Security.
Ministério dos Negócios Estrangeiros, 7 de janeiro de 2026.



