
O Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial e Ministro da Modernização do Estado e Administração Pública enalteceu o papel da mulher cabo-verdiana na sociedade e na formação de valores familiares. Um papel que, conforme Eurico Monteiro, foi sendo redefinido desde a independência, passando esta a ocupar um lugar de destaque também na construção da nossa sociedade, deixando de se limitar às funções tradicionais de mãe, esposa e dona de casa.
“Em 50 anos de independência, talvez um dos ganhos mais importantes tenha sido a circunstância de as mulheres terem ganho mais de 20 anos de esperança média de vida, passando de 60 para 80 anos”, afirmou Eurico Monteiro durante a abertura de uma palestra alusiva ao Dia da Mulher Cabo-verdiana, que se assinala a 27 de março, e do Pai, celebrado a 19 de março, promovida pelos serviços de recursos humanos dos dois ministérios que tutela.
Para o Ministro, mais do que o aumento de tempo vivido, esse importante marco representa uma mudança na perspetiva de vida, porquanto associada à esperança média de vida mais alta, estão a melhoria das condições de saúde, da qualidade de vida e do contexto no qual se vive.
“Isso significa que um conjunto de fatores associados à mulher evoluiu, o que por si só já potencia esse aumento considerável na esperança média de vida”, reforçou o Ministro, sublinhando em como o papel da mulher cabo-verdiana redefiniu ao longo dos 50 anos de Cabo Verde independente.
“Não obstante tudo aquilo que ganhou em termos de ativismo profissional, relevância, e do peso decisivo que passou a ter até no contexto da economia da família, ainda que com muito menos disponibilidade de tempo, a mulher continua a ter um peso marcante na orientação e transmissão de valor à família”, acrescentou o Ministro, reconhecendo em como a presença e o envolvimento da mulher, não apenas pela sensibilidade, mas pelo olhar diferenciado para os problemas e para as relações interpessoais, contribui para melhorar o contexto de atuação, em casa ou no trabalho.
“No contexto laboral essa atuação diferenciada se revela de extrema importância, não só porque na diversidade encontra-se qualidade, mas, sobretudo, porque a forma como encara o trabalho é, em muito boa medida, diferente, o que não só enriquece como humaniza o ambiente de trabalho”, concluiu o governante, agradecendo aos palestrantes – António dos Anjos, Pastor da Igreja Adventista e Eloisa Cardoso, presidente da Organização das Mulheres de Cabo Verde e, particularmente, às equipas dos serviços de recursos humanos dos ministérios pela iniciativa e engajamento em causas desta natureza.



