
O Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, presidiu, quinta-feira, 12 de fevereiro, o ato de abertura da Feira de Orientação & Intermediação Laboral, promovida pelo Instituto do Emprego e formação Profissional (IEFP), em parceria com diversas instituições ligadas à qualificação e ao mercado de trabalho, sob o lema “Conectando Talentos e Oportunidades”.
O evento, que teve lugar no Centro de Emprego e Formação Profissional da Praia, teve por objetivo promover oportunidades de inserção profissional, estágios e formação, contribuindo para uma melhor articulação com o mercado de trabalho e valorização do capital humano nacional.
Durante a sua intervenção, Eurico Monteiro defendeu a necessidade de reforçar a ligação entre a formação profissional, entre as empresas e os candidatos que procuram emprego, por forma a criar um diálogo ativo e profícuo entre empregadores e trabalhadores e, por conseguinte, adequar melhor a oferta de mão-de-obra às necessidades das empresas.
Eurico Monteiro disse, ainda, que é importante reforçar o diálogo entre as empresas e as entidades formativas, tanto na definição das ações de formação profissional, como na integração dos formandos no mercado de trabalho, mostrando que o encontro entre a oferta e a procura de emprego deve ser mais eficiente, de modo a permitir que as empresas encontrem profissionais qualificados e que os candidatos tenham acesso a oportunidades concretas.
O governante voltou a sublinhar a preocupação com os jovens fora do sistema de ensino, da formação e do emprego, sublinhando que, apesar da taxa de desemprego global se situar em cerca de 7.5%, existem ainda mais de 32 mil jovens nessa condição, de acordo com dados do INE, relativamente ao primeiro semestre de 2025. Para o Ministro, são necessários instrumentos de política pública mais personalizados para atrair esses jovens para a formação, o ensino ou o mercado de trabalho.
Eurico Monteiro admitiu também que o crescimento económico do país começa a gerar escassez de mão-de-obra em alguns setores, defendendo, nesse sentido, a necessidade de abertura à imigração regular e qualificada para complementar a força de trabalho nacional. Ao mesmo tempo, apontou a importância de melhorar a qualidade do emprego e as condições salariais, reconhecendo que o salário mínimo ainda é baixo e pode levar trabalhadores, inclusive empregados, a procurar oportunidades no exterior.
“Dados apresentados indicam que 60% das pessoas que emigram são trabalhadores empregados, o que demonstra a necessidade de reforçarmos a competitividade salarial e as condições de trabalho no país”, referiu o Ministro, para quem a mobilidade laboral faz parte da dinâmica global, devendo ser encarada sem dramatismo, mas com políticas que incentivem a retenção de talentos em Cabo Verde.



