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Primeiro-Ministro apoia Plataforma das Comunidades Africanas em Cabo Verde

Durante o encontro que durou mais de 30 minutos, a comitiva representativa dessa nova Plataforma pôde apresentar as finalidades e os projectos que tem em carteira, bem como inteirar-se da sensibilidade do Chefe do Governo em relação à questão da emigração africana em Cabo Verde e da sua disponibilidade em ajudar.

Para já, é o próprio presidente da plataforma composta pelas várias associações das comunidades africanas no país, Tony Parker Danso, a dar conta da boa vontade do Primeiro-Ministro em ajudar na consolidação da dita plataforma.

"Foi fantástico, o Sr. Primeiro Ministro está muito aberto e achou a ideia de criar a plataforma muito interessante e pertinente, que vai ajudar e colaborar com o Governo na inserção e plena integração das comunidades africanas aqui residentes", que aliás, é o objectivo dessa organização.

"Integração que se prende à documentação, o respeito pelas leis e regras de Cabo Verde, a habitação condigna, educação, formação", são algumas, de entre outras, das áreas sobre as quais pretende actuar essa Plataforma criada a 25 de Maio, Dia da África.

Quem também participou dessa reunião foi Josefina Chantre, Presidente da Renascença Africana e Associação das Mulheres da África Ocidental (RA-MAO) e madrinha desse projecto, que destacou a importância da mesma para os objectivos pretendidos.

Para a entrevistada, é importante que essas comunidades estejam organizadas para que tenham "mais vez e mais voz" na sociedade onde estão inseridas, neste caso Cabo Verde. Daí o apoio da RA-MAO à referida Plataforma.

E pela importância e nobreza dos objectivos traçados por essa Plataforma, Chantre urge, não só o Executivo cabo-verdiano a apoiarem essa iniciativa, como solicita o apoio de parceiros internacionais como a União Europeia para a implementação dos programas e para a edificação de uma sede para que a Plataforma possa conseguir os seus intentos.

Isso, porque entende, a devida integração dessas comunidades em Cabo Verde interessa também à Europa, já que muitos desses emigrantes utilizam o arquipélago como uma ponte, apenas, para chegarem à Europa.

Assim, é uma forma de combater a emigração clandestina para a Europa, fruto de tantos males, não só para aqueles que se aventuram, muitas vezes numa viagem sem retorno e sem fim, mas também para a Europa.

A RA-MAO, salienta-se, é uma ONG que trabalha com a comunidade emigrada africana em toda a CEDEAO.