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Primeiro-ministro garante mais investimentos para a investigação, desenvolvimento e fomento agrário

No âmbito da comemoração dos 40 anos de trajetória do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) em Cabo Verde, esta terça-feira, 21, o Primeiro-ministro anunciou que o Governo vai aumentar a percentagem do Fundo do Ambiente para investir na investigação, desenvolvimento e fomento agrário.

No âmbito da comemoração dos 40 anos de trajetória do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) em Cabo Verde, esta terça-feira, 21, o Primeiro-ministro anunciou que o Governo vai aumentar a percentagem do Fundo do Ambiente para investir na investigação, desenvolvimento e fomento agrário.

Para Ulisses Correia e Silva que presidiu ao ato, na sede do INIDA, em São Jorge dos Órgãos, os atuais dois mil contos destinados ao setor de investigação são irrisórios e mostram que sem investimentos, “ficaremos sempre com horizontes limitados”.

“Temos que investir mais na investigação e no desenvolvimento. O Fundo do Ambiente vai contribuir mais para a investigação e o desenvolvimento nos próximos programas plurianuais com um aumento significativo da percentagem”, afirmou o Primeiro-ministro, sublinhando ser um compromisso do Governo visando ter os resultados que “queremos” na investigação e desenvolvimento aplicados ao setor agropecuário.

Outro desafio lançado pelo Chefe do Governo é a questão de mudanças de atitudes. Para Ulisses Correia e Silva, muito trabalho já foi feito, mas precisamos ganhar velocidade, com mudanças de atitudes, de técnicas, práticas, e alterar a atividade produtiva. “Temos sido resilientes, mas virado para a sobrevivência. O grande desafio agora é sermos resilientes, com ambição de desenvolvimento, para darmos o salto necessário”, sustentou.

Por vencer também estão vários desafios, nomeadamente as alterações climáticas, a insularidade em ternos de unificação do mercado, reduzir a dependência das chuvas, a situação do êxodo rural, e sobretudo os desafios ligados à investigação, desenvolvimento e às novas tecnologias.

Em relação à insularidade, disse o Primeiro-ministro, o grande desfio prende-se com a unificação do mercado e das ligações das ilhas com o mundo. Os transportes marítimos estão ligados diretamente com a necessidade do desenvolvimento do setor agrário. “Produzir e fazer chegar os produtos em cada canto do país e em condições de previsibilidade”. Por isso, ressaltou, a questão está no centro das prioridades do Governo visando encontrar as melhores soluções. Com a concessão dos transportes marítimos, há mais garantia de regularidade e previsibilidade nos transportes.

Outra conectividade a seu ver importante são as telecomunicações e a língua para se conectar com o resto do mundo. Uma boa conexão e inserção com o mundo global, integração em redes de investigação e desenvolvimento são importantes para o INIDA.

Em termos da estratégia da água ligada à transição energética, avançou que a principal estratégia é reduzir a dependência das chuvas, com formas de mobilização de água que garantam regularidade no acesso, com soluções ligadas às tecnologias e à inovação.

As zonas rurais com cerca de 34% da população têm perdido muita gente nos últimos tempos, razão pela qual o Primeiro-ministro garantiu políticas ativas para fixar essas populações e dar-lhes qualidade, com rendimento e perspetivas de criação de indústrias de transformação agroalimentar e outras pequenas indústrias, para que os jovens possam investir também nas zonas rurais.