“Estamos a falar de uma fábrica nova, construída de raiz, que responde a uma ambição antiga da ilha: valorizar a pozolana, produzir cimento de boa qualidade e colocá-lo no mercado”, informou ainda sobre este projecto, que resulta de um contrato de concessão assinado, em 2023, entre o Governo e a Cimpor.

A visita às obras de construção da Fábrica de Pozolana do Porto Novo foi o primeiro ponto da visita deste domingo, do Primeiro Ministro e comitiva governamental, no segundo dia em S. Antão. “Trata-se de um investimento de cerca de 10 milhões de euros, que inclui o investimento industrial e os custos da concessão”, disse à imprensa Ulisses Correia e Silva.
“Estamos a falar de uma fábrica nova, construída de raiz, que responde a uma ambição antiga da ilha: valorizar a pozolana, produzir cimento de boa qualidade e colocá-lo no mercado”, informou ainda sobre este projecto, que resulta de um contrato de concessão assinado, em 2023, entre o Governo e a Cimpor.
Segundo o Chefe do Governo, este investimento permitirá a criação de postos de trabalho diretos, sobretudo para jovens que serão formados para as várias atividades da fábrica, e também emprego indireto, ligado ao transporte e à logística, tanto rodoviária como marítima. “É um empreendimento com impacto local e nacional, que contribui para a substituição de importações, já que Cabo Verde importa praticamente todo o cimento que consome”, avançou. “Cria valor no país e responde à crescente procura associada a novos investimentos, como o aeroporto e a expansão portuária”, disse ainda.
“Investimentos desta envergadura fixam pessoas: onde há economia, há emprego e rendimento”, vaticinou, acrescentando que “Santo Antão está a posicionar-se bem no turismo e na indústria; o porto e o aeroporto vão amplificar essa dinâmica. Já vemos regressos da diáspora para trabalhar aqui. É um ciclo virtuoso com impacto na ilha e no país”.
De acordo com a Cimpor, prevê-se operacionalizar a fábrica, a partir do próximo mês de abril.



