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Dia Mundial da Saúde 2026 assinalado na cidade da Praia sob o lema “Juntos pela Saúde. Apoie a Ciência”

O Dia Mundial da Saúde, assinalado anualmente a 7 de abril, é uma data que marca o aniversário da OMS e é utilizada como uma plataforma estratégica para destacar questões prioritárias de saúde que afetam populações em todo o mundo.

Assinalado sob o lema “Juntos pela Saúde. Apoie a Ciência” para o ano de 2026, que marca o início de uma campanha global que se estenderá ao longo de todo o ano, evidenciando o papel fundamental da ciência na promoção e proteção da saúde, bem como a importância da colaboração entre diferentes setores e disciplinas.

A iniciativa destaca o contributo da investigação científica na melhoria dos sistemas de saúde e reforça a necessidade de transformar evidências em políticas e práticas eficazes.

Durante a sessão de abertura do ato central que teve Lugar nesta terça-feira, 07 de abril, na Cidade da Praia, o Ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, considerou fundamental o reforço da literacia em saúde, promover a comunicação responsável e combater a desinformação com serenidade, transparência e base científica, a todas as informações incorretas ou perceções distorcidas que possam surgir no espaço público, reafirmando sempre o primado da evidência e da responsabilidade institucional.

“Um sistema de saúde forte não é apenas aquele que trata doenças. É também aquele que informa, previne, educa e inspira confiança.”

Para a representante da OMS em Cabo Verde Ann Lidstrand “apoiar a ciência é defender decisões responsáveis, pois sem investigação rigorosa, corremos o risco de tomar decisões baseadas em perceções vagas e soluções ineficazes”.

Por isso, realçou o impacto histórico do conhecimento científico na melhoria dos indicadores de saúde em todo o mundo afirmando que desde o ano 2000 a mortalidade materna global caiu mais de 40% e a mortalidade em crianças menores de cinco anos reduziu-se em mais de metade.

De acordo com Ann Lindstrand estes números não são apenas estatísticos; são vidas salvas pela aplicação sistemática de vacinas, diagnósticos precoces e cuidados neonatais”, lembrando que só nas últimas cinco décadas a vacinação salvou 154 milhões de crianças em todo o mundo.

A OMS apontou Cabo Verde como um caso de estudo no uso da ciência para resultados práticos, valorizado nos marcos já alcançados, designadamente país livre de malária, eliminação do sarampo e rubéola, elevadas coberturas vacinais, além do avanço tecnológico com a implementação de transplantes renais no país e o uso de tecnologias de rastreio, como a mamografia.

Durante o evento, foram tambem apresentados dois estudos científicos nacionais, sendo um sobreCancro da Mama em Cabo Verde: 24 anos de evidência científica para uma abordagem personalizada e ação em saúde” e o outro “Saúde Global e Doenças Emergentes: O Desafio Contínuo da Malária em Cabo Verde”.