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Os três pacientes que estavam a bordo do navio MV Hondius já foram evacuados

A operação ocorreu durante esta manhã de quarta-feira, envolvendo uma vasta equipa e um forte dispositivo de segurança.

Consistiu na retirada dos três pacientes do navio, no seu transporte em segurança, em duas ambulâncias, para o Aeroporto Internacional Nelson Mandela, e no embarque a bordo de dois aviões-ambulância. Os dois aviões seguiram viagem por volta das 11:00, tendo a bordo equipas médicas especializadas.

A Diretora Nacional da Saúde, Ângela Gomes, em declarações à imprensa, disse que o Ministério da Saúde, como autoridade sanitária, cumpriu a sua missão perante o Regulamento Sanitário Internacional e, como nação cabo-verdiana, cumpriu também o seu dever, designadamente de dar uma resposta a uma situação de emergência que exigia um rigor a nível de segurança elevado, protegendo também a população do país com responsabilidade máxima.

“Foi isso que nós acabámos de concluir. Os três pacientes que estavam a bordo do navio já foram evacuados com segurança máxima e com os procedimentos bem traçados pelas equipas, coordenadas pela Saúde juntamente com outras autoridades marítimas e aeroportuárias. Os pacientes seguiram estáveis do ponto de vista clínico e foram entregues à equipa médica em dois aviões-ambulância.”

O destino dos três pacientes são os Países Baixos e o paciente britânico certamente seguirá para o seu país de origem como destino final.

Ângela Gomes informou ainda que o país tem assegurado toda a assistência ao navio desde o primeiro momento, no domingo, quando recebeu a notificação. Informou que foram criadas equipas e traçado um plano de ação para dar resposta com a responsabilidade máxima de garantir cuidados aos pacientes a bordo e com o nível de segurança necessário para não colocar o território nacional sob risco.

Neste sentido, foi possível manter os pacientes estáveis, dar todo o suporte do ponto de vista clínico e também acompanhar todos os restantes ocupantes do ponto de vista psicológico e emocional, entre outras necessidades importantes, tendo em conta que já estão há alguns dias a bordo do navio, realçou.

Disse que, com base na avaliação do risco, o país tomou a decisão de não autorizar a atracação do navio, mas decidiu-se também que não se poderia deixar de prestar cuidados, os quais, segundo a mesma, foram garantidos graças a uma equipa de profissionais que foi destacada para o efeito.

Quanto ao navio, informou que já foi emitida uma nota referindo que, concluída esta fase do ponto de vista sanitário, o navio já tem condições para seguir viagem.

A operação foi coordenada pelas autoridades sanitárias, marítimas e aeroportuárias de Cabo Verde, Forças Armadas, Polícia Nacional e Bombeiros, com o apoio da Organização Mundial da Saúde e das embaixadas do Reino Unido e dos Países Baixos.