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Cabo Verde atinge taxa de desemprego mais baixa de sempre: Primeiro-Ministro realça resultado histórico

O Primeiro-Ministro, José Ulisses Correia e Silva, reagiu aos mais recentes dados do mercado de trabalho e realçou que o país alcançou a taxa de desemprego mais baixa de sempre, fixada em 4,9% no segundo semestre de 2025.

Numa publicação na sua página de Facebook, o Chefe do Governo associou este resultado a um ciclo de crescimento económico robusto e a investimentos estratégicos em áreas como a formação profissional e o empreendedorismo. Para Ulisses Correia e Silva, trata-se de um marco histórico que reflete o impacto positivo das políticas públicas de qualificação e formalização da economia.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), foram criados mais de 14 mil empregos num período de um ano, contribuindo para uma redução significativa do desemprego. No mesmo período, a taxa caiu 2,4 pontos percentuais face ao segundo semestre de 2024.

A população empregada atingiu 215.317 pessoas, representando um crescimento de 7,1%, enquanto a taxa de atividade subiu para 60,4%, sinalizando uma maior participação dos cidadãos no mercado de trabalho. Em sentido inverso, a população desempregada diminuiu cerca de 30%, fixando-se em 11.043 indivíduos em todo o arquipélago.

Os indicadores revelam ainda melhorias na qualidade do emprego. A taxa de subutilização do trabalho recuou para 23,3%, o que significa menos situações de subemprego, enquanto a população inativa registou uma diminuição de 3,8%, situando a taxa de inatividade em 39,6%.

Para o Primeiro-Ministro, os resultados agora alcançados devem ser consolidados com novas medidas que reforcem o rendimento das famílias.

“Devemos seguir em frente para consolidar o emprego e melhorar o rendimento do trabalho, através do aumento do salário mínimo nacional, de medidas fiscais e financeiras com impacto no rendimento”, defendeu o Primeiro-Ministro, sublinhando que o foco agora passa pela valorização salarial e pela sustentabilidade dos ganhos alcançados.

Com a taxa de desemprego abaixo dos 5%, Cabo Verde entra numa nova fase, marcada por maior estabilidade social e por uma agenda governativa centrada na valorização salarial, no aumento do poder de compra e no reforço da competitividade do capital humano.