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Comunidade no Senegal bem integrada

Um ponto importante da visita do Primeiro-Ministro ao Senegal foi o encontro com a Comunidade cabo-verdiana, que serviu para abordar vários temas de interesse, entre eles a integração destes cabo-verdianos e descendentes e os desafios que estes enfrentam no país de acolhimento. No plano geral a integração desses cabo-verdianos é boa com várias histórias de sucesso, porém estes queixam ainda de dificuldades em relação ao processo de atribuição de nacionalidade cabo-verdiana.
Num encontro que durou mais de duas horas, a Comunidade compareceu em bom número para conversar e conviver com o Primeiro-Ministro que fez uma apresentação do momento actual das Ilhas que têm conseguido importantes conquistas ao longo dos anos, mas que também enfrenta novos e grandes desafios face ao cenário de crise internacional.
Os presentes dizem-se orgulhosos das conquistas e do reconhecimento internacional que o país tem granjeado e alegam querer participar, cada vez mais no processo de desenvolvimento de Cabo Verde. Um exemplo são os empresários que se reuniram com José Maria Neves no dia anterior querendo saber das oportunidades que as Ilhas oferecem para ali investirem. Também um grupo bem posicionado de profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e outros que querem agora organizar-se em associação, sendo um dos objectivos cooperar com o seu país de origem.
Entretanto, as dificuldades existem , ainda que o Executivo cabo-verdiano não poupe a esforços para , através da sua representação diplomática, apoiar esses cabo-verdianos da melhor forma possível. E aqui, mais uma vez, levanta-se a dificuldade no processo de atribuição de nacionalidade cabo-verdiana a muitos desses patrícios, por questões várias que tanto a Ministra das Comunidades quanto o Primeiro-Ministro dizem estar, na sua maioria, identificadas e sobre o qual o Governo já terá uma proposta legal para, após aprovação no Parlamento, ajudar a resolver esses obstáculos.
Naqueles que é possível resolver nos moldes legais actuais, segundo a Ministra Fernanda Fernandes, o Governo já criou um grupo de trabalho composto pelos Ministérios da Justiça, das Comunidades e das Relações Exteriores. Muitas vezes, explica, tratam-se de questões complexas que se devem à mudança de nomes das pessoas depois que emigram, dificultando a identificação de todos os seus processos documentais. 
De acordo com informações chegadas até nós, actualmente constam aproximadamente 30 mil cabo-verdianos no Senegal, entre naturais e descendentes.