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Ministro da Saúde inaugura o Polo Oncológico de Barlavento

Incorporado na Central de Consultas Ambulatoriais do Hospital central Dr. Baptista de Sousa, o Polo Oncológico de Barlavento, foi inaugurado esta segunda-feira, 09 de março, pelo Ministro da Saúde, Jorge Figueiredo.

Destina-se a aproximar os cuidados e tratamentos na área de oncologia (cancro) das populações das ilhas de Barlavento (São Vicente, Santo Antão, São Nicolau e Sal).

O objetivo é que os pacientes oncológicos da região norte do país que tinham de se deslocar à Praia, para seguir o seu tratamento, passassem a ser tratados mais perto de casa e das suas famílias.

O Polo Oncológico de Barlavento irá diminuir as evacuações das ilhas de São Vicente, Santo Antão, São Nicolau e Sal para Praia, reduz a vulnerabilidade e os encargos das famílias e facilita o apoio familiar aos entes queridos.

Por isso, o Polo Oncológico, enquanto parte integrante da Central de Consultas Ambulatoriais, traz mais capacidade de resposta no acompanhamento, mais organização dos cuidados, mais segurança clínica, mais humanização.

Trata-se de um projeto materializado com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, totalmente equipada.

Segundo Jorge Figueiredo, só para se ter uma ideia, em 2024 foram registados 508 novos casos de cancros, a nível nacional. Destes, 416 casos foram provenientes do Hospital Universitário Agostinho Neto, correspondendo à maioria dos casos e o Hospital Batista de Sousa registou 92 casos.

Por isso, o país tem apostado na criação de mais condições para garantir melhor seguimento e tratamento destes casos.

De acordo com o Ministro, no hospital da Praia, o serviço de oncologia já oferece consultas especializadas, cirurgia oncológica, exames complementares, quimioterapia e diagnóstico anatomo-patológico. As evacuações para o exterior estão atualmente concentradas essencialmente para radioterapia.

O Serviço de Oncologia da Praia encontra-se plenamente operacional, com financiamento integral pelo Orçamento do Estado. As sessões de quimioterapia já é uma realidade. O custo médio por sessão ronda os 60 mil escudos, integralmente suportado pelo Estado, garantindo equidade no acesso, proteção financeira das famílias e redução do abandono terapêutico.