
O Ministério da Educação e a Universidade Estadual de Bridgewater assinaram, nesta quarta-feira (18), um Memorando de Entendimento para criar e implementar um Programa de Desenvolvimento de Liderança e Educação para as Futuras Gerações de Líderes Africanos – Intercâmbio de Líderes Africanos (ALEX), a ser realizado em Cabo Verde.
A parceria enquadra-se na visão estratégica do Governo de Cabo Verde de posicionar o país como um polo de conhecimento regional e global.
Consolidando um percurso de mais de vinte anos de parceria e colaboração entre a Universidade Estadual de Bridgewater (BSU) e diversas instituições em Cabo Verde, o protocolo fundamenta-se na vasta experiência da instituição universitária em acolher o Programa Mandela Washington Fellowship para Jovens Líderes Africanos. Este histórico permitiu o envolvimento com milhares de ex-bolseiros que buscam continuamente oportunidades de networking, aprendizagem e desenvolvimento de recursos.
A assinatura deste Memorando com a Bridgewater State University, segundo o Ministro da Educação, Amadeu Cruz, reveste-se de um profundo simbolismo institucional, sobretudo no contexto de final deste mandato.
“O Governo de Cabo Verde atribui especial relevância a este Protocolo, que terá como motor a inovação, considerando que os nossos jovens líderes beneficiarão de níveis superiores de preparação, alinhados com as exigências internacionais. Trata-se de um instrumento estratégico essencial para aferir a qualidade e orientar a evolução das políticas e das práticas educativas, consolidando as bases de um sistema mais robusto, competitivo e orientado para o futuro”, avançou.
É neste sentido que este governante mostrou disponibilidade para participar ativamente no Programa de Desenvolvimento de Liderança e Educação para as Futuras Gerações de Líderes Africanos – Intercâmbio de Líderes Africanos (ALEX), a ser realizado em Cabo Verde, assegurando o necessário endosso institucional e o apoio político à iniciativa.
“Paralelamente, o Ministério continuará a facilitar a coordenação com os parceiros nacionais, reforçando a articulação interinstitucional para garantir o pleno êxito do programa”, acrescentou.
Não obstante, Amadeu Cruz realçou que as universidades e as instituições de investigação aplicada devem dispor de instrumentos eficazes de avaliação da qualidade das aprendizagens, permitindo-lhes aferir o seu desempenho, estabelecer comparações relevantes entre instituições e considerar os diferentes contextos socioeconómicos.
“Este processo é igualmente fundamental para acompanhar a evolução dos indicadores de uma liderança eficaz, contribuindo para a construção de modelos formativos mais robustos e ajustados às necessidades de desenvolvimento do país.”



