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“Hoje celebramos B.Leza” – MCIC, Abraão Vicente – Dia Nacional da Morna

Para o titular da pasta da cultura e das indústrias criativas, hoje, mais do que celebrar a morna em si, celebramos B.Leza. “Hoje celebramos B.Leza, é importante dizer isso. Um homem que também tem um percurso extraordinário, uma sensibilidade extraordinária, com um pé sempre na emigração. B.Leza cantou toda a beleza, a amargura e as alegrias do nosso arquipélago”.

Hoje, 3 de dezembro, celebramos B.Leza – exímio compositor da Morna. Um género musical que está no DNA do cabo-verdiano e que brevemente estará inscrito como Património Mundial da Humanidade.

B.Leza, nome de Francisco Xavier da Cruz, é e deve ser recordado num dia como o de hoje pelo enorme contributo que deu para este género. EM B.Leza reconhece a marca de um período na morna rompendo com o andamento tradicional das mornas de Boavista e da Brava através da utilização do meio-tom (Lima, ob. cit., p. 262).

E, neste dia, comemora-se o Dia Nacional da Morna com um leque de atividades. O Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, acompanhou o FlasMob que teve lugar na Praça do Memorial Amílcar Cabral, na manhã desta terça-feira, e reuniu crianças de várias escolas do ensino primário e Associação Escala Maior do programa Bolsa de Acesso à Cultura.

Para o titular da pasta da cultura e das indústrias criativas, hoje, mais do que celebrar a morna em si, celebramos B.Leza, “hoje celebramos B.Leza, é importante dizer isso. Um homem que também tem um percurso extraordinário, uma sensibilidade extraordinária, com um pé sempre na emigração. B.Leza cantou toda a beleza, a amargura e as alegrias do nosso arquipélago”.

Francisco Xavier da Cruz é autor das clássicas mornas como Barca de Sagres, Mar Azul, Miss Perfumado, Eclipse, Ondas de Tejo, Lua Nha Testemunha, Isolada.

Este ano comemora-se o Dia Nacional da Morna sob o símbolo da elevação da Morna a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Recorde-se que a proposta da institucionalização do dia 3 de dezembro como Dia Nacional da Morna partiu do músico Vasco Martins e deu entrada no Parlamento pelas mãos do deputado e músico/compositor, Adalberto “Betú” Silva. “Isto demonstra que a institucionalização da data contou com um largo envolvimento”. A aprovação, por unanimidade dos deputados presentes em fevereiro de 2018 mostrou a dimensão magnânima deste nosso património cultural imaterial que transpôs a fronteira de Cabo Verde e chegou aos quatro cantos do mundo pela voz de Cesária Évora, a diva dos pés descalços e rainha da morna, e de outras vozes como Ildo Lobo, Bana, Betina, Celina Pereira.