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Ministro Clóvis Isildo Silva encerra formação profissional na Cadeia Central da Praia

O Ministro da Justiça, Presidência do Conselho de Ministros, Assuntos Parlamentares e Comunicação Social, Clóvis Silva, procedeu, nesta segunda-feira, 31 de agosto, o encerramento e entrega de certificados de formação profissional na Cadeia Central da Praia.

Esta formação, destinada à população reclusa da Cadeia Central da Praia, foi ministrada nas áreas de Horticultura, Bate-Chapa e Pintura Auto, sendo resultante de uma parceria entre a Direção-Geral dos Serviços Prisionais e de Reinserção Social (DGSPRS), o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), através dos Centros de Emprego e Formação Profissional da Variante e de Ribeira Grande de Santiago.

No total, concluíram a formação 43 reclusos, sendo 15 em Bate-Chapa e Pintura Auto e 28 em Horticultura.

Para o Ministro Clóvis Isildo Silva, “o emprego é o melhor método para garantir a reintegração social dos reclusos, quando cumprirem as suas penas, pois o rendimento que advém de um trabalho remuneratório garante a sustentabilidade individual e familiar e o pensar num amanhã melhor”.

Segundo o Ministro, “a formação e capacitação profissional são ferramentas que permitem aos reclusos e não só, procurar o emprego e melhorarem as suas condições de vida e ter um futuro diferente”.

A finalizar, o governante que responde pela pasta da Justiça sinaliza a “necessidade de uma abordagem junto das empresas para diminuir o estigma social que, muitas vezes, acompanha os indivíduos, na era pós-reclusão, sobretudo no acesso aos estágios e empregos”.

A iniciativa vai ao encontro do Programa do Governo que prioriza a aposta na valorização do capital humano, na qualificação profissional, na promoção da empregabilidade dos jovens e na implementação de políticas públicas orientadas para a inclusão social e para a redução das desigualdades, com especial atenção aos grupos em situação de maior vulnerabilidade. E nesse contexto, a reinserção social das pessoas privadas de liberdade assume-se como uma prioridade estratégica da política de justiça, reconhecendo-se que a execução da pena deve ir além da privação da liberdade, constituindo igualmente uma oportunidade de reabilitação, capacitação, aquisição de competências e preparação para uma integração plena na vida económica e social. A visão do Governo assenta na convicção de que a segurança pública se fortalece quando se criam condições efetivas para que os cidadãos, após o cumprimento da pena, possam reconstruir os seus projetos de vida através do trabalho digno, da formação e da participação ativa na sociedade.