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Primeiro-Ministro defende maior ambição e financiamento na resposta à crise climática

O Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, defendeu, esta quarta-feira, 23 de setembro, em Nova Iorque, uma resposta internacional mais ambiciosa à crise climática, com maior atenção à adaptação, à resiliência e ao financiamento dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID). A intervenção aconteceu no painel de alto nível sobre Ação Climática e Transição Justa, no âmbito da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Francisco Carvalho sublinhou que, para Cabo Verde e outros países particularmente vulneráveis, as alterações climáticas constituem já uma realidade que afeta as economias, a segurança alimentar e hídrica, as zonas costeiras, bem como o futuro das populações.

O Chefe do Governo defendeu a manutenção do objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C, através da aceleração da implementação do Acordo de Paris, de uma transição rápida, justa e equitativa para as energias renováveis, da redução das emissões de metano e de outros poluentes climáticos de curta duração, bem como do reforço das contribuições determinadas a nível nacional.

Carvalho destacou igualmente que a adaptação e a resiliência devem receber a mesma atenção política e apoio financeiro que a mitigação, salientando os investimentos dos PEID em infraestruturas resilientes, segurança hídrica, soluções baseadas na natureza, sistemas de alerta precoce e meios de subsistência resilientes.

O Primeiro-Ministro defendeu ainda uma reforma da arquitetura financeira internacional, com acesso mais fácil a financiamento acessível e recursos concessionais, a operacionalização do Índice de Vulnerabilidade Multidimensional, o reforço dos bancos multilaterais de desenvolvimento e a implementação efetiva do Fundo para Perdas e Danos, incluindo instrumentos inovadores de troca de dívida por ação climática e por resiliência.

Francisco Carvalho, que discursou ainda na qualidade de Presidente em exercício da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), sublinhou o empenho de Cabo Verde no reforço da unidade entre os PEID, a implementação da Agenda de Antígua e Barbuda, o desenvolvimento de soluções climáticas baseadas no oceano e uma maior participação dos países mais vulneráveis nas decisões globais sobre o clima.