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Primeiro-Ministro destaca papel estratégico da diáspora no desenvolvimento de Cabo Verde

O Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, defendeu este sábado, 31, a necessidade de reforçar a mobilização das competências, dos conhecimentos e da capacidade empreendedora dos cabo-verdianos residentes no exterior, considerando a diáspora um parceiro fundamental na construção do presente e do futuro do país.
A posição foi expressa durante a sua participação no Encontro de Quadros Cabo-Verdianos em Portugal, realizado na Universidade Lusófona, em Lisboa, que reuniu profissionais, académicos, investigadores, especialistas e representantes institucionais para refletir sobre o contributo da diáspora para o desenvolvimento nacional.
Na sua intervenção, o Chefe do Governo destacou que a relação de Cabo Verde com as suas comunidades emigradas deve ultrapassar a dimensão financeira das remessas e integrar também a transferência de conhecimento, a experiência profissional, a formação de quadros e a criação de oportunidades de investimento.
“A diáspora cabo-verdiana não é apenas parte da nossa história. É também parte do nosso presente e do futuro que queremos construir para Cabo Verde”, afirmou Francisco Carvalho.
O Primeiro-Ministro recordou o papel determinante das comunidades emigradas no período posterior à independência nacional, em 1975, sublinhando a sua contribuição para a consolidação do Estado cabo-verdiano. Defendeu, entretanto, que o país deve criar condições para aproveitar melhor o potencial dos profissionais altamente qualificados que residem no exterior.
“Temos cabo-verdianos altamente qualificados espalhados pelo mundo, com conhecimento, experiência e capacidade para contribuir para o desenvolvimento do país. Precisamos criar condições para mobilizar todo esse potencial”, salientou.
Em relação às políticas dirigidas à diáspora, Francisco Carvalho apontou duas orientações para a atuação do Governo. Uma delas é retomar o percurso de iniciativas e políticas de relacionamento com as comunidades emigradas desenvolvido até 2016 e a outra é avançar para a concretização dos instrumentos e compromissos já existentes.
Entre as iniciativas referidas estão o Conselho das Comunidades, a Estratégia Nacional de Emigração e Desenvolvimento e o Estatuto do Investidor Emigrante. O Chefe do Governo defendeu o aproveitamento do trabalho anteriormente desenvolvido, colocando a implementação das medidas no centro da ação governativa.
“Não vamos inventar a roda. Vamos agir”, afirmou, defendendo uma atuação orientada para resultados concretos e para o reforço da ligação entre Cabo Verde e os seus cidadãos residentes no exterior.
Francisco Carvalho apresentou igualmente a visão de um Estado assente em duas dimensões complementares: um Estado humano, capaz de cuidar e amparar os cidadãos, e um Estado ágil, que facilite a iniciativa empresarial, reduza os constrangimentos burocráticos e promova o investimento e a criação de emprego.