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Governo prepara unidade de transparência e avaliação governativa para funcionar dentro de três meses

O Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, anunciou, esta quarta-feira, 28, na Assembleia Nacional, que o Governo está a preparar a criação de uma Unidade Nacional de Transparência, Monitorização e Avaliação Governativa, que deverá entrar em funcionamento dentro de três meses.

Durante o debate parlamentar sobre “Transparência e Governação”, agendado a pedido do PAICV, o Chefe do Governo explicou que a estrutura permitirá acompanhar a execução das metas governativas, disponibilizar resultados e assegurar o encaminhamento e a resposta às reclamações dos utentes.

Segundo Francisco Carvalho, será criado um quadro de acompanhamento com os objetivos, as metas e o grau de implementação da ação governativa, permitindo uma avaliação contínua do trabalho do executivo.

“Não vamos tomar medidas de marketing apenas para alterar a perceção. Vamos tomar medidas reais, com impacto concreto, a partir de problemas reais”, afirmou, defendendo que a mudança da perceção sobre a corrupção e a transparência deve resultar de alterações efetivas na governação.

Aposta nas renováveis para reduzir a dependência dos combustíveis

Sobre os combustíveis, Francisco Carvalho defendeu uma resposta estrutural assente nas energias solar e eólica, para reduzir a dependência externa e os custos de energia.

O Chefe do Governo atribuiu a atual vulnerabilidade do país à insuficiência, na sua avaliação, das medidas desenvolvidas durante os dez anos de governação do MpD. Contrapôs às respostas que classificou como de improviso a intenção de desenvolver projetos energéticos cujos resultados deverão ser avaliados no final do mandato.

Na definição das prioridades de despesa, afirmou ainda que o executivo transferiu para as ONG verbas anteriormente destinadas a iniciativas como o CV Global, a Gala Cabo Verde Sucesso e a Ocean Race, sem especificar os montantes.

Francisco Carvalho associou estas opções ao compromisso de colocar as pessoas no centro da governação, defendendo que o desempenho do Governo deve ser avaliado, sobretudo, pelas melhorias concretas na vida dos cabo-verdianos.