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Governo de Cabo Verde e ONU iniciam a discussão de alinhamento e cooperação para os próximos anos

A Coordenadora Residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela de Sousa, está confiante num novo ciclo de relações entre as Nações Unidas e Cabo Verde e perspetiva alinhamento e cooperação estratégica com o programa do Governo “Cabo Verde para Todos”

Antes de proferir a sua intervenção inicial Patrícia Portela de Sousa endereçou os votos de muitos êxitos de governação ao novo Chefe de Governo, Francisco de Carvalho e sua equipa. Posto isso Patrícia Portela de Sousa admitiu que espera um novo caminho e uma nova oportunidade para renovar e aprofundar a parceria histórica entre o Governo de Cabo Verde e o Sistemas das Nações Unidas. “A mensagem central, hoje aqui, é que estamos aqui para escutar. E gostaria de começar com uma mensagem muito simples, as Nações Unidas estão aqui para apoiar o país e as prioridades definidas pelo programa do Governo e pela Nação cabo-verdiana”.

Neste âmbito a Coordenadora Residente das Nações Unidas elucidou que é bastante otimista em relação ao futuro de Cabo Verde, perspetivando estreita colaboração com o Governo e alcançar importantes aceleradores do desenvolvimento nacional, com potencial para gerar emprego, atrair investimento, aumentar a produtividade e reduzir desigualdades territoriais.

Por outro lado, ressalvou que Cabo Verde vive um momento de nova definição, de uma nova visão de desenvolvimento, pelo que as Nações Unidas reafirmam o seu compromisso como uma abordagem assente em dados, evidências, análise, como também na inclusão social, equidade, direitos humanos, na igualdade de gênero e na sustentabilidade ambiental.

Manifestou o seu desejo, assegurando que “queremos passar progressivamente de uma abordagem centrada em projetos por uma abordagem mais sistêmica orientada para grandes resultados estratégicos do país.” Frisou ainda que isso significa trabalhar mais próximo do Governo, visando definir conjuntamente as prioridades, identificar resultados transformadores e mobilizar apoio e expertise para reforçar o apoio técnico necessário, para além de recursos necessários para  impulsionar a implementação das ações transformadoras e acelerar a implementação dos ODS.

Quando se referiu, de forma muito telegráfica, sobre a conjuntura atual das Nações Unidas, falou que a organização em Cabo Verde atravessa um momento particularmente especial e oportuno, uma vez que estão a avaliar o quadro de cooperação e preparação para o novo, entre as duas partes, previsto para 2028-2032. “Começamos a preparar um novo ciclo de governação que deverá estar estritamente ligado ao novo Plano Nacional de Desenvolvimento e já estamos em conversa com o Direção Nacional de Planeamento e a partir dali nasce o quadro de cooperação das Nações Unidas. Estamos aqui para ouvir, alinhar e sobretudo para trabalhar com a vontade e com o desejo de trabalhar ainda melhor e mais rápido para transformar essas prioridades em resultados concretos na vida de cada cabo-verdiano”.

Resumidamente o escritório das Nações Unidas, através das suas agências, pretende ainda melhorar a prestação de serviços a nível local e criar oportunidades económicas, sobretudo para jovens e trabalhadores informais, sendo as principais preocupações do novo Governo.

Não obstante, durante esta Reunião de Alto Nível discorreu-se sobre as metas e os resultados das três grandes áreas estratégicas de transformação: a Economia Azul, a Transformação Digital e o Desenvolvimento Local e a Coesão Territorial.

Assim, neste âmbito, foram divulgados os mais recentes resultados alcançados pelo país, com o apoio das Nações Unidas, como a eliminação do sarampo e da rubéola, a resposta à tempestade tropical Erin, a expansão da aprendizagem digital e inclusiva e o reforço da proteção social, com o Cadastro Social Único a alcançar 64% da população.