
O Governo de Cabo Verde e o Banco Mundial iniciaram, esta quarta-feira, 7 de outubro, o Encontro de Revisão do Desempenho da Carteira (CPPR) dos projetos financiados pelo Grupo Banco Mundial no país. O exercício, que decorre até quinta-feira, 8 de outubro, está centrado na análise da execução dos projetos, na identificação dos principais constrangimentos e na definição de medidas para acelerar a implementação das ações previstas.
A sessão de abertura foi presidida pelo Ministro da Coordenação de Projetos Especiais e Acesso a Fundos, José Carlos Varela, acompanhado pelo Ministro da Reforma do Estado, Poder Local e Descentralização, José Casemiro de Pina, e pela Representante do Banco Mundial em Cabo Verde, Indira Campos.
Na sua intervenção, José Carlos Varela destacou que o CPPR é um exercício liderado pelo Governo e realizado em conjunto com o Banco Mundial, constituindo uma oportunidade para avaliar, de forma aberta e objetiva, o desempenho da carteira.
“Não é um ato de mera formalidade. É o momento em que, uma vez por ano, nos sentamos à mesa para olhar com franqueza para o que está a correr bem, para o que está atrasado e para o que precisa de ser corrigido”, afirmou o Ministro.
O governante reconheceu os progressos alcançados, mas sublinhou a necessidade de identificar, com clareza, os desafios que ainda condicionam a execução dos projetos. Salientou, neste contexto, que o desempenho da carteira constitui um dos critérios considerados na alocação de recursos da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) e que, ao nível de cada projeto, influencia a elegibilidade para financiamento adicional.
“Executar bem e a tempo é, pois, condição para mobilizarmos mais recursos para o país”, reforçou.
Durante os dois dias do encontro, os projetos serão analisados individualmente, com apresentação do respetivo estado de execução, dos principais constrangimentos e das medidas propostas para a sua superação. O programa contempla igualmente sessões específicas sobre aquisições, gestão financeira e salvaguardas.
O Ministro apelou a uma abordagem orientada para três aspetos fundamentais: clareza na identificação dos constrangimentos, objetividade na definição das soluções e compromisso na implementação das ações acordadas. Defendeu, em particular, que cada ação definida deverá ter um responsável e um prazo, de modo a assegurar o acompanhamento efetivo das decisões tomadas.
Por sua vez, Indira Campos considerou o CPPR uma oportunidade para reforçar uma parceria assente num propósito partilhado e no compromisso comum de transformar os recursos mobilizados em resultados concretos para o país.
Indira Campos considerou igualmente que a realização do CPPR demonstra a apropriação do processo pelo Governo e permite analisar, num mesmo espaço, as prioridades e os desafios associados à implementação dos investimentos.
“Um diálogo franco e próximo é o que permite às parcerias produzir melhores resultados”, sublinhou.
Atualmente, o Banco Mundial mantém em Cabo Verde um portfólio ativo de US$ 308,39 milhões, distribuído por nove áreas, abrangendo setores estratégicos para o desenvolvimento do país, nomeadamente transportes, infraestruturas urbanas, energias renováveis, capital humano, conectividade digital, estatística, turismo e gestão de riscos de desastres.
Ao longo do encontro, os gestores dos projetos apresentam os principais resultados alcançados, os pontos que requerem maior atenção e as ações propostas para ultrapassar os desafios identificados.
O CPPR representa, assim, um momento de avaliação conjunta entre o Governo e o Banco Mundial, orientado para o reforço da execução dos projetos e para a definição de medidas concretas que permitam acelerar a implementação e maximizar o impacto dos investimentos em benefício do desenvolvimento de Cabo Verde.



