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Sidónio Monteiro empossado Ministro-Adjunto e das Comunidades Emigradas

Uma cerimónia extraordinária, já que Sidónio Monteiro se encontrava ausente do país a 2 de Março, aquando da tomada de posse dos restantes membros do novo governo de José Maria Neves.

Perante o Presidente da República, Pedro Pires, e os membros do Governo Sidónio Monteiro falou das expectativas perante as suas novas funções que é de assegurar a continuidade das políticas do Governo em relação à nossa emigração, política essa que vinha sendo executada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, mas com especial enfoque nas comunidades residentes em países africanos e que possivelmente vivem em maiores dificuldades.

"Penso que devo continuar a dar uma atenção especial aos nossos conterrâneos que estão em São Tomé e Príncipe, na Guiné-Bissau, no Senegal, Moçambique e Angola, sem esquecer as outras regiões como Estados Unidos e Europa de uma forma geral", frisa.

Recorda-se que o Governo de José Maria Neves vem dando essa atenção, sobretudo aos nossos conterrâneos em São Tomé e Príncipe e que enfrentam enormes problemas de integração e muitas vezes até de sobrevivência.

O Executivo vem ajudando com pensões muitos dos nossos em São Tomé e Príncipe, já construiu uma escola em Príncipe para as suas crianças e custeia os professores que lá leccionam, para além de ter conduzido uma operação de recuperação e construção de várias casas para as famílias mais carenciadas, entre outras iniciativas.

Atenção especial também foi dada à comunidade em Moçambique, tendo o Governo construído várias casas para as famílias cabo-verdianas em dificuldades, sobretudo os mais velhos.

Com a criação deste novo ministério, explica Monteiro, o Governo pretende em linhas gerais, essencialmente, "focalizar um pouco mais essa política e dedicar um pouco mais tempo à emigração".

Uma das suas primeiras preocupações, diz, será "ouvir os emigrantes, saber quais são as suas preocupações e, numa segunda fase, tentar resolver uma série de questões mais imediatas, que tem a ver com a necessidade de uma melhor integração, da sua ligação com o país e o aproveitamento das suas capacidades".